Moça Curitibana
Dentro de si – as intempéries das estações:
primaveras incandescentes,
verões iluminados,
outonos impacientes,
invernos sombrios e frios.
Quatro estações, quatro humores, tudo num só dia!
na bolsa: sombrinha e manta,
uma porção de alegria e outra de desalegria
de contentamento e de descontentamento.
Nela, um país sem fronteiras,
aonde o tempo se perdeu,
movida pelos caprichos sazonais,
e as constantes mudanças imprevisíveis do humor.
Cedo trabalha no garimpo do seu coração
mede, marca e de picareta nas mãos,
meticulosamente remove camada por camada,
os entulhos, as pedras e os pedregulhos,
restos de outrora, fósseis de vidas passadas.
Trabalha com afinco, nos dias de sol e nos de chuva,
pelos anos passados e por anos sem fim!
Esforça-se contra o tédio, ônibus lotados,
desgraças da vida, e os desconfortos de ser gente.
Alma de moça caprichosa
geme a cada golpe, grita no silêncio,
insiste querer entender o mundo,
as injustiças, as distâncias intransponíveis,
os desvarios, a loucura, a insanidade do bicho homem.
Perplexa pela humanidade desumanizada,
pela “tolerância” intolerante,
a religião homicida,
e guerras em nome da paz.
Sente-se com um cisco no infinito universo,
sonha acordada e em metáforas.
Corre atrás do inacessível,
quer amar o impossível.
Observa atentamente os transeuntes do mundo,
não contentando-se com a superficialidade,
espanta-se com a dor dos sentimentos.
Quem pode abarcar, aprisionar e reter
a força de ser tudo de todas as maneiras?
Já não pertence a um só lugar ou tempo,
escuta sinfonias, samba e bossa-nova,
come barreado, strudel e kafta,
veste roupa importada e dança Fandango.
Sabe que agradar a todos é uma meta inatingível.
Deseja a todos amar como uma criança,
sem distinção de cor ou credo, amar de coração puro,
amar com o coração de Deus.
Pertence ao mundo real, dos seres de carne e osso,
pertence ao mundo virtual, com seus atalhos e attachments
pertence ao bairro, a cidade, ao país e ao mundo.
Moça Curitibana Paranaense Brasileira Globalizada.
n.n.a
amar com o coração de Deus.
Pertence ao mundo real, dos seres de carne e osso,
pertence ao mundo virtual, com seus atalhos e attachments
pertence ao bairro, a cidade, ao país e ao mundo.
Moça Curitibana Paranaense Brasileira Globalizada.
n.n.a

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